quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

[Resenha - Planeta] Holocausto nunca mais

Postado por Ju às 19:30
Título: Holocausto nunca mais
Autor: Augusto Cury
Editora: Planeta
Número de páginas: 576

Nesta publicação, Augusto Cury oferece aos leitores a oportunidade de ler o seu mais importante romance histórico-psiquiátrico, o Holocausto nunca mais, de uma única vez. A nova versão reúne os dois livros que compõem a série – Colecionador de lágrimas e Em busca do sentido da vida –, num único volume. Para esse trabalho, Cury redigiu novo prefácio, em que relembra a importância pessoal desse romance. “O fiz com lágrimas nos olhos. Sonho que ele funcione não apenas como um retrovisor da história, mas também como espelho para o futuro da nossa espécie. Escrevê-lo foi um dos maiores desafios da minha vida como psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador, escritor e investigador da história”, conta o autor.

Amei tanto esse livro que é até complicado falar dele para vocês... Holocausto nunca mais é a junção de dois livros: O Colecionador de Lágrimas e Em busca do sentido da vida, o que resultou em uma obra de quase 600 páginas. É uma história extremamente intrigante, que trata do homem que ao menos eu considero o maior psicopata de todos os tempos: Hitler. O livro é definido como um romance histórico-psiquiátrico. Isso quer dizer que, através de um enredo fictício, recebemos informações históricas e somos presenteados com análises psiquiátricas desse ser que nem tenho palavras para descrever.

Mas o leitor em nenhum momento é bombardeado com informações, isso porque Augusto Cury encontrou uma forma genial de apresentar o enredo. Temos um ex-psicólogo e professor de história, Júlio Verne (sim, em homenagem ao famoso Júlio Verne... rs...) como protagonista. Ele está em um momento da vida em que parece que suas aulas perderam o brilho. Mas começa a ter transtorno noturno, e precisa encarar pesadelos assustadores sobre a época em que Hitler esteve no poder. Como é a época sobre a qual está lecionando, suas aulas se tornam cada vez mais emocionantes e impactantes.

Isso faz com que conquiste alunos e os deixe fascinados pelo tema. Porém, faz também com que ganhe inimigos não só entre os alunos, mas também entre os poderosos da universidade. Ele é o tipo de professor que só consegue lidar com aulas participativas, então não temos grandes discursos, e sim diálogos em que o conhecimento é construído, o que faz com que o leitor se sinta presente naqueles momentos. Não só em aulas, mas também em eventos fora da universidade de que o professor é convidado a participar e nos quais mantém a mesma postura de construir o conhecimento em conjunto.

Mas essa não é a parte mais interessante. Coisas muito misteriosas começam a acontecer com o Júlio. Começa a receber cartas que parecem ter sido escritas na época de Hitler. É perseguido por pessoas que afirmam ser daquela época, e realmente parecem pertencer a ela. Isso foi me deixando a cada minuto mais curiosa, seria uma tática de seus inimigos para assustá-lo? Estariam presentes no enredo viajantes no tempo? Estaríamos presenciando realidades paralelas se cruzando? Enfim, possibilidades não faltavam.

Fiquei realmente chocada com todas as informações que o autor trouxe sobre Hitler. Ele era um homem cheio de contradições. Foi mostrado ao leitor como o marketing foi utilizado de várias formas para lhe proporcionar a simpatia do povo - como quando criou o ensopado de domingo, que era uma campanha para que, no primeiro domingo dos meses de outubro a fevereiro, as famílias alemãs das classes média e rica se alimentassem somente de um ensopado com poucos ingredientes, e doassem o dinheiro economizado para auxiliar os pobres nos meses de novembro a março, quando o inverno chegaria, já que viviam um caos social, com 7 milhões de desempregados num universo de 80 milhões de habitantes. Ou quando o Führer se dispor a ser o padrinho do sétimo filho das famílias arianas - o que aconteceu apenas algumas vezes, mas causou um grande efeito humanizador.

É uma pena que eu não possa contar absolutamente nada sobre a segunda parte. Teria muito mais a dizer sobre a obra, mas correria o risco de estragar a leitura de alguém, então prefiro deixar que vocês se surpreendam completamente. Holocausto nunca mais é um livro denso, cheio de informações perturbadoras, que precisa ser digerido aos poucos. Mas não se torna cansativo nem parado em nenhum momento, sempre tem algo importante acontecendo. 

Amei o final, foi extremamente coerente. Ele foi construído pouco a pouco durante o enredo, e teve tudo a ver com tudo o que nos foi dito no decorrer da história. Amei os personagens, principalmente o protagonista. Acima de tudo, é um livro que mostra que existe esperança para a humanidade. Só me resta dizer: leiam! Realmente vale muito a pena, é o tipo de livro que tem a capacidade de mudar nossa visão de mundo e que nos faz ter vontade de sermos pessoas muito melhores.

Os seres humanos modernos não sabem proteger sua emoção como a mais excelente propriedade. Eles fazem seguro de tudo, mas não seguro emocional. Ficam décadas da pré-escola à pós-graduação, mas não aprendem minimamente a filtrar estímulos estressantes, a gerenciar seus pensamentos, a contemplar o belo. A humanidade, em especial a juventude mundial, está entristecendo no apogeu da indústria do entretenimento.

18 comentários:

  1. Nunca li do autor, me dá ate certa vergonha.. Porque sempre acho que os livro dele são meio que de auto ajuda sabe?
    Esse livro me parece lindo e sábio, acredito que seja uma leitura enriquecedora.

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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    Respostas
    1. Com certeza é um livro fantástico e emocionante Helana.
      Prepare o lencinho. Rs

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  2. o Augusto Cury é um ótimo escritor... e eu gosto muito de livros que tem algo a nos acrescentar. Obrigada pela dica ;)

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  3. Ainda não tive o prazer de ler essa obra, mas sendo do Augusto Cury, tenho certeza de que vou adorar!
    Bjs

    www.livrosdabeta.blogspot.com.br

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  4. Olá linda,

    Eu sou apaixonada pelos livros de Cury e tenho quase todos lançados haha.

    O Colecionador de Lágrimas acabou comigo até a página 50 e parei a leitura, porque eu estava chorando horrores. Eu tive pesadelos com pessoas sofrendo no tempo de Hitler e me apaixonei por Júlio Verne e quero retornar a leitura depois de me acalmar.

    Beijos!
    poesiaqueencantavida.blogspot.com.br

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  5. Não conhecia esse livro! Na verdade, eu nunca me interessei pelos livros do autor, suas sinopses nunca me atraíram. Porém a sua resenha abriu a minha mente e me deixou com um gostinho de quero mais, de querer ler o livro.

    Bjs.

    http://ciadoleitor.blogspot.com.br/

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  6. Oi Juju, sua linda, tudo bem
    Eu nunca prestei atenção nesse autor, pois pela formação dele, achava que seus livros eram apenas de autoajuda. Até que um dia uma colega falou de forma muito empolgada sobre o livro O Colecionador de Lágrimas e fui procurar mais sobre ele. De repente, outras colegas do trabalho estavam lendo seus livros de como educar seus filhos e eu fiquei impressionada com o conteúdo de suas histórias. Pronto, não só quero ler esse livro que parece incrível como as outras obras do autor. Se ele tem esse poder não de nos fazer mudar mas de despertar a vontade de queremos mudar por nós mesmos, ele merece ser ouvido. Adorei sua resenha!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  7. Oie.

    Eu já li algumas coisas do Augusto e confesso que infelizmente não gostei... Tanto é que nem voltei a tentar. Mas você me deixou bastante convencida com essa resenha pra lá de instigante. Quando puder lerei.

    Beijos

    Leituras & Fofuras

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  8. Confesso que não sou tãão fã do Augusto Cury, pelos livros de auto-ajuda, mas curti pra caramba a premissa desse livro! A história parece bem bacana!
    Abraços,
    http://chubbleeeu.blogspot.com.br/

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  9. Olha esse livro me deu uma outra visão do autor. Sempre encarava seus livros como auto-ajuda e vendo os comentários acima, não sou a única que pensava assim. kkkk
    Mas li sua resenha agora e Holocausto seria um livro que com certeza eu leria. Dica anotada!

    Beijos.
    http://www.escritacolorida.com.br/

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  10. Olá, amei a sua resenha e amei o livro, eu nunca li nada do autor mas morro de vontade de ler. Todo mundo sempre elogia seus livros, e agora vendo a sua resenha eu fiquei mais cativada ainda para ir atrás dele.

    Beijos

    www.oteoremadaleitura.com

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  11. Oii
    Nunca li nada do autor. Mas acho que dessa vez tentarei ler. Acho que ele acertou no tema. Gosto muito de livros que falem sobre o holocausto.
    Bjus

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  12. As poucas obras que li do autor foram leituras bem proveitosas e inteligentes. Adorei sua resenha sobre Holocausto Nunca Mais, porém não se leria, no momento. Vou apresentar o livro à minha irmã, que é fã dele e com certeza irá se interessar ;D
    Beijos!

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  13. Oie
    não sabia do livro mas parece ser mega interessante, adoro assuntos sobre o holocausto e o livro parece ótimo

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  14. Oi, Ju
    Pensei que se tratava de uma obra de não-ficção, mas pelo visto eu me enganei. Até leria, então, já que prefiro ficções kk
    Meu professor de história falava que o Hitler tinha mesmo esse poder de persuação, de conquistar as pessoas muito facilmente. Ele falava o que elas precisavam ouvir, né? Tinha também essa mídia a favor dele, e, dessa forma, ele conseguiu expandir suas ideias. Bom, o resultado disso nós já conhecemos.. =/
    Fiquei curioso para saber quem é que enviava essas cartas para o personagem. Essas possibilidades que você citou são tão empolgantes kk Imagina, uma viagem no tempo?

    Beijo,
    João Victor - De cabeça para baixo | All Pop Stuff

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  15. Oi, Ju! Que resenha maravilhosa, menina. Só de ler já fiquei com vontade de ter o livro na minha estante. Já ouvi falar bem por alto sobre esse livro, mas não esperava que ele fosse tao bom. Acho que pelo visto é uma leitura super recomendada. Queria confessar que acho o Hitler um gênio, pena que ele usou a genialidade e o seu poder de persuasão pro lado ruim da vida. :/

    HTTP://PORREDELIVROS.BLOGSPOT.COM

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  16. Oi, flor.
    Eu nunca li Cury por simples e babaca preconceito de não querer ler autoajuda. Agora, com sua resenha, vi o quanto estou perdendo. Holocausto Nunca Mais certamente será a primeira obra que lerei dele.

    Celly
    http://melivrandoblog.blogspot.com/

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  17. já até tinha começado a ler alguns livros dele mas confesso que não gostei muito por ser de autoajuda mas minha amiga que é fã do Cury insistiu tanto pra mim ler até que eu comecei cedi(até por ser sobre o holocausto um assunto que eu me interesso bastante) e amei o livro e hoje recomendo para todos LEIAM!!! é realmente incrível

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