Título: Garota, Interrompida
Autora: Susanna Kaysen
Tradução: Márcia Serra
Sinopse: Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas. Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade, Garota, Interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante.
Vou começar falando da capa, porque não posso correr o risco de me esquecer desse detalhe. Gente, ela é muito mais rosa do que aparece aí em cima! rs... Mas o mais legal é que tem coisas bem interessantes escritas nela, em toda a parte rosa. Ficou linda. E, aliás, todo o trabalho gráfico do livro ficou bem caprichado.
Susanna é uma adolescente que não se encaixa nos padrões (e existem mesmo padrões para adolescentes?). Uma garota inteligente e sensível, mas que não acha que essas características devam ser utilizadas necessariamente para o que esperam dela. Por exemplo, ao invés de fazer os trabalhos de inglês sobre os temas pré-definidos, escreve poemas. Não pretende ir para a faculdade, prefere trabalhar.
Mas existem coisas que a tornam um pouco mais diferente: ela tem a mania de "cortar levemente" os pulsos. E não faz isso para aparecer, faz de forma que não seja notado, ou perderia a graça para ela. Coisas como esse hábito acabam fazendo com que seja internada no McLean. Internação, aliás, voluntária, mas aceita muito mais por medo que por vontade.
Não estava convencida da minha loucura, embora temesse estar louca. Há quem diga que ter uma opinião consciente sobre o problema é um indício de sanidade, mas não sei ao certo se é assim.






