segunda-feira, 1 de julho de 2013

[Resenha] A Pousada Rose Harbor

Postado por Ju às 11:00 25 comentários
Título: A Pousada Rose Harbor
Autora: Debbie Macomber
Tradução: Antonio Carlos Vilela
Editora: Novo Conceito
Face | Skoob


Sinopse: Jo Marie Rose decide comprar uma pequena pousada, como forma de superar a morte do marido. Mal sabe ela que as surpresas que a esperam nessa nova empreitada. Seu primeiro hóspede é Joshua Weaver, que voltou para casa para cuidar de seu padrasto doente. Os dois nunca se conheceram pessoalmente e Joshua tem alguma esperança de que possam conciliar suas diferenças. No entanto, uma habilidade de Joshua há muito perdida prova que o perdão nunca está fora de alcance e que o amor pode florescer onde menos se espera. A outra hóspede é Abby Kincaid, que retorna a Cedar Cove para comparecer ao casamento do irmão. De volta pela primeira vez em 20 anos, ela quase deseja não ter ido, devido às memórias trazidas pela pitoresca cidade. E conforme Abby se reconecta com sua família e seus velhos amigos, percebe que só pode seguir em frente se permitir-se verdadeiramente a isso. (Fonte: site da editora)

Se você não tem paciência com livros com a narrativa lenta, acho que deve passar longe de A Pousada Rose Harbor. No início eu cheguei a ficar bastante entediada, até que as personagens de repente ganharam vida e eu me vi torcendo por todas elas.

Jo Marie perdeu o marido há alguns meses. Paul Rose tinha aparecido em sua vida há pouco tempo, e logo depois de se casarem foi convocado para ir ao Afeganistão. Lá, ele morreu em um acidente, e não foi possível nem mesmo recuperar seu corpo para enterrá-lo. Jo sabia que não podia abandonar sua vida, mas ao mesmo tempo não conseguia manter os planos que tinha ao lado do único homem que amou.


O que as pessoas ao meu redor aparentavam não compreender era que a vida que eu conhecia, do jeito que eu a queria e como a sonhava, tinha acabado. A única forma de eu me realizar era encontrar uma nova vida.

sábado, 29 de junho de 2013

[Autor Parceiro] Jorge Lourenço

Postado por Ju às 12:00 15 comentários
Oi gente!

Eu gosto muito de deixar para fazer os anúncios de parceria depois de ler o livro que será resenhado. Porque assim eu posso mostrar toda a minha empolgação!! rs... 

Virei super fã do novo autor parceiro do blog, Jorge Lourenço! Quem quer saber mais sobre ele?

Jornalista e fã de ficção científica, JORGE LOURENÇO já escreveu para o Jornal dos Sports, UOL e assinou a tradicional coluna de política do Jornal do Brasil, o Informe JB. Nascido e criado no Morro do Andaraí, cresceu com insônia e assistiu (até demais) filmes de ficção científica no Corujão, quando TV a cabo não era tão acessível e a internet engatinhava. 

Estudou no Colégio Pedro II e é fã de Gabriel Garcia Marquez, Haruki Murakami, games e mangás. Um dia, não conseguiu se controlar; decidiu que precisava escrever um livro. O resultado está aqui: o mundo partido entre asfalto e favela, onde cresceu, serviu para dar vida à cidade de Rio 2054.

Livros favoritos: Kafka à beira-mar (Haruki Murakami), Amor nos tempos do cólera (Gabriel Garcia Marquez), Deuses Americanos (Neil Gaiman), Neuromancer (William Gibson) e Tudo se ilumina (Jonathan Safran Foer)

Filmes favoritos: Laranja Mecânica, Pulp Fiction, Cidade de Deus, Manhattan e Volver

Mangas/Animes favoritos: Ghost in the Shell, Evangelion, Akira, Eden: it's an endless world e Battle Angel Alita

Games favoritos: Xenogears, Red Dead Redemption, Final Fantasy VI, Deus Ex e Fallout 3

* Todas as informações foram retiradas do site do livro.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

[Entrevista] Gail Carriger

Postado por Ju às 11:00 105 comentários
Oi gente!!

Quem se lembra da resenha de Alma? A Editora Valentina liberou uma entrevista com a autora, Gail Carriger, espero que gostem! E, no final, tem surpresa para vocês!!!! =)

- A sombrinha da Alexia Tarabotti além de ser bem especial e diferente é a sua marca registrada e que deu o nome à série. Pode nos dizer por que escolheu a sombrinha?

Gail Carriger: As sombrinhas, além de fazerem parte do cotidiano das jovens elegantes da época vitoriana, são uma ótima arma, sobretudo quando se tem vontade de dar uma sombrinhada na cabeça de alguém. Além disso, “sombrinha” é uma palavra muito agradável.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

[Resenha] Aonde quer que eu vá

Postado por Ju às 11:00 18 comentários
Título: Aonde quer que eu vá
Autora: Cynthia França
Editora: Asa de Papel

Sinopse: Milena Ferrara é mãe de duas filhas e esposa do renomado neurocirurgião Heitor Ravasco. Leva uma vida pacata, até o dia em que a jovem e sensual Florença cruza o seu caminho e coloca em xeque as suas convicções e o seu casamento. O que era um aparente conto de fadas transforma-se, de uma hora para outra, em um labirinto sem saída. Magoada e confusa, Milena se refugia na casa de sua avó, onde começa a questionar, pela primeira vez na vida, as escolhas do passado e tudo em que um dia acreditou. Em meio ao ajuste de contas consigo mesma, reencontra Marcelo, um antigo amor, e é testada como nunca imaginou ser possível. Aonde quer que eu vá é uma história tocante, que se constrói página por página. Cada descoberta nos mostra o quanto nossas escolhas podem impactar o destino e nos conduz à inevitável questão: o que realmente importa na vida? (Fonte: skoob)

Aonde quer que eu vá me conquistou antes de chegar às minhas mãos. No momento em que a Cynthia me contou  que tinha um segundo livro, eu já fiquei louca por ele. Aí fui procurar no skoob e descobri que, além de ter o título inspirado por uma música linda dos Paralamas, a capa ainda tinha um disco de vinil estampado nela. Perdoem-me as pessoas bem novinhas que não sabem o que é isso, rs, mas as pessoas idosas como eu não têm como não amar as recordações que isso traz! =)

Aliás, o livro como um todo foi um prato cheio de recordações para mim. Como mineira de BH, que ama sua cidade natal, pude meio que me teletransportar para muitos lugares queridos. Sou apaixonada por São Paulo também. Mas, como dizem por aí: a gente sai de Minas, mas Minas não sai da gente. A mais pura verdade. 

A autora nos apresenta Milena. Uma garota que, apesar de ter perdido a mãe aos 5 anos de idade e de ter um pai bastante controlador, desde bem nova já era uma pessoa independente e decidida (não que ela tomasse as decisões certas).  No início do livro eu gostei bastante dela. Até que ela teve uma atitude que eu achei um tanto quanto idiota. Mas tive que relevar, afinal, ela era apenas uma adolescente confusa e deslumbrada de 17 anos, que achou que a cabeça devia valer mais que o coração. Acreditava com toda a sua alma que estava fazendo a coisa certa.



Sempre identifiquei com clareza o que não queria para mim, mas não o que, de fato, queria.

terça-feira, 25 de junho de 2013

[Resenha Premiada] Garota, Interrompida

Postado por Ju às 11:00 50 comentários
Título: Garota, Interrompida
Autora: Susanna Kaysen
Tradução: Márcia Serra

Sinopse: Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas. Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade, Garota, Interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Vou começar falando da capa, porque não posso correr o risco de me esquecer desse detalhe. Gente, ela é muito mais rosa do que aparece aí em cima! rs... Mas o mais legal é que tem coisas bem interessantes escritas nela, em toda a parte rosa. Ficou linda. E, aliás, todo o trabalho gráfico do livro ficou bem caprichado.

Susanna é uma adolescente que não se encaixa nos padrões (e existem mesmo padrões para adolescentes?). Uma garota inteligente e sensível, mas que não acha que essas características devam ser utilizadas necessariamente para o que esperam dela. Por exemplo, ao invés de fazer os trabalhos de inglês sobre os temas pré-definidos, escreve poemas. Não pretende ir para a faculdade, prefere trabalhar. 

Mas existem coisas que a tornam um pouco mais diferente: ela tem a mania de "cortar levemente" os pulsos. E não faz isso para aparecer, faz de forma que não seja notado, ou perderia a graça para ela. Coisas como esse hábito acabam fazendo com que seja internada no McLean. Internação, aliás, voluntária, mas aceita muito mais por medo que por vontade.

Não estava convencida da minha loucura, embora temesse estar louca. Há quem diga que ter uma opinião consciente sobre o problema é um indício de sanidade, mas não sei ao certo se é assim.

 

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