Título: Pluvia
Sinopse: Ana cresceu empenhada em suas histórias fantásticas, mas nunca teve oportunidade de se aventurar por elas. Abandonou-as ainda na adolescência, enxergando que a realidade é dura demais para tais voos inocentes. Mas, em meio a uma viagem a um vilarejo desconhecido no sul do Brasil, ela tem a oportunidade de enveredar por um mundo totalmente novo, quando, em meio à chuva do fim de tarde, observa as gotas se transformarem em pessoas iguais a ela. Sentindo o fogo que a preenchia na infância se reacender com a curiosidade, Ana vai atrás deles e se depara com um pedido de ajuda e a descoberta de um novo mundo: Pluvia. Mas o que essas pessoas realmente escondem? E qual o segredo por trás dos profundos olhos azuis do estranho senhor da mercearia? E o que de tão terrível está assustando os pluvianos a ponto de fazê-los pedirem ajuda a uma menina indefesa? Essas respostas serão desvendadas e muitas outras perguntas surgirão no decorrer da leitura de Pluvia. O primeiro livro da série “Os Mundos” traz um misto de aventura, romance e diversão para os leitores de literatura fantástica e que, como Ana, possuem sede por conhecer outros mundos. (Fonte: skoob)
Mais um livro nacional que me surpreende de forma completamente positiva. Pluvia conta uma história diferente de tudo o que eu já vi. Seres que se formam através das gotas d'água vocês também nunca devem ter visto por aí.
O livro me capturou de uma forma que nem percebi... Parece que a autora conseguiu transferir mesmo toda a fluidez da água para sua narrativa. Foi de forma bem leve que me vi presa a tudo o que acontecia, e percebi que até os redemoinhos em que as personagens precisavam mergulhar (e me levavam junto) eram naturais na história. As descrições da Erica, tanto das pessoas quanto dos lugares, nos permitem visualizar muito bem os acontecimentos.
Ana é uma garota com um relacionamento familiar um tanto quanto conturbado no momento. Ela deu uma mancada há um ano atrás, e ainda não conseguiu recuperar a confiança que seus pais tinham nela.
Quando a gente perde a confiança de uma pessoa, não é apenas o tempo que a traz de volta. São as nossas atitudes.
Por isso, imagina que terá férias de julho tediosas, sem a companhia da melhor amiga para aproveitar a cidade e sem muito o que fazer presa em seu apartamento (na verdade, a Ana é viciada em livros, aposto que não ia ficar tão entediada assim).