Título: Uma Questão de Confiança
Autora: Louise Millar
Tradução: Shirley Gomes
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Em um subúrbio tranquilo de Londres, algumas mães se ajudam através de amizade, favores e fofocas. No entanto, algumas delas não parecem confiáveis e outras têm segredos obscuros. Quando Callie se mudou para seu novo bairro, pensou que seria fácil adaptar-se. Contudo, os outros pais e mães têm sido estranhamente hostis com ela e com sua filha, Rae, que também descobriu como é difícil fazer novas amizades. Suzy, seu marido rico e seus três filhos parecem ser a única família disposta a fazer amigos, mas, recentemente, a amizade com Suzy anda tensa. Ainda mais com a atmosfera pesada que pairou sobre o bairro após a chegada da polícia e o relato de um possível suspeito morando no bairro. O que Callie e sua pequena Rae podem esperar? Em quem confiar? E, sobretudo, como imaginar que certas atitudes rotineiras podem colocar em risco a vida de sua pequena filha? Verdades e mentiras parecem se esconder nestas pequenas casas. (retirada do blog da editora)
Callie é mãe de Rae. Uma garotinha que é uma fofura, mas infelizmente teve um problema cardíaco grave. Precisou fazer uma cirurgia antes de começar a frequentar a escola, e a mãe a observa de perto - Rae chega a sofrer com tanta proteção. Callie a cria praticamente sozinha, uma vez que seu ex, Tom, trabalha viajando pelo mundo. Tinha uma bem-sucedida carreira como engenheira de som antes do nascimento de Rae, e aparece uma oportunidade de retomá-la agora, cinco anos depois. Ela aceita o desafio, e torce para que consiga se adaptar à nova rotina, que vai incluir muitos favores de sua melhor amiga.
E assim chegamos a Suzy, a vizinha da frente. A amiga que está ao lado de Callie há pouco mais de dois anos. Elas se conheceram quando Suzy entrou em trabalho de parto, e Callie a socorreu. É casada com Jez e mãe de três filhos: Henry, da idade de Rae, e os gêmeos Peter e Otto. Tem um casamento que se arrasta, embora ela faça questão de fazer os outros acreditarem que tem a vida mais feliz que alguém possa imaginar. Dedica-se exclusivamente à família, não tem interesse algum em ter a jornada dupla que Callie decide encarar.
Nossa amizade não é uma escolha, mas uma carência. A estrangeira americana em Londres e a mãe solitária: empatadas. Está errado apoiar-me tanto nela sem ser sincera sobre quem sou de fato, deixando que a verdade fique escondida em algum canto escuro, como um espírito maligno, à espera. Entretanto, sigo em frente porque preciso dela. Não consigo sobreviver sem ela. Ainda não.






