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quarta-feira, 9 de julho de 2014

[Resenha - Novo Conceito] Enquanto a chuva caía

Postado por Ju às 14:00 23 comentários
Título: Enquanto a chuva caía
Autora: Christine M.
Editora: Novas Páginas

Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa. Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta. Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança. Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?

Enquanto a chuva caía conta a história de Marina, uma garota que de repente precisa assumir o império da família após seu pai ter sido diagnosticado com Alzheimer, e sua mãe ter precisado se ausentar do trabalho para cuidar dele. Conta também a história de Erik, um cara que se define com um "informante com benefícios" da polícia. Ele ajuda em investigações, e também usa meios nada ortodoxos (e nem um pouco legais, nos dois sentidos da palavra) para cuidar de situações em que a polícia se descobre de mãos atadas. Duas pessoas que sabem que têm um lado obscuro, mas se esforçam para viver bem mesmo com a presença dele.

É na bagunça das minhas identidades que eu sei quem sou. Talvez nos acostumemos com qualquer rotina, qualquer vida, e acabemos criando involuntariamente uma teia em volta de tudo que consideramos nosso. Talvez fiquemos cegos, trancados ali, iludidos pela segurança que parece oferecer tudo o que nos é familiar. Não importa: para o bem ou para o mal, a gente quer o que já conhece, o que não gera receios ou insegurança.
 

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